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A garota que inventava histórias

História de: Giovanna
Autor: Giovanna
Publicado em: 26/04/2022

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Quando eu tinha 10 anos escrevi meu primeiro roteiro. Escrito à mão, de caneta no papel sulfite. Chamei minha turma do quinto ano para serem os atores e tinha certeza de que o filme que eu escrevi me baseando em um episódio de desenho ia ser digno de Oscar! Alerta de spoiler: não foi para frente.

  Eu adorava quando criança criar coisas que, na minha cabeça, eram super profissionais e poderiam dar certo independente da minha idade e experiência. Eu passei as férias de junho inteiras desenvolvendo aquele roteiro e me estressei com cada detalhe. As outras crianças, ainda assim, não pareciam se envolver tanto quanto eu ou entender essa paixão que eu tinha por uma simples história. No final, acabei desistindo daquele roteiro - que ainda tenho guardado de lembrança - mas aquilo não acabou com a minha curiosidade. Um pouco mais velha, eu comecei a trabalhar em um livro, e desenvolvi interesse por cursos superiores na área do audiovisual, pensando em novas formas de contar histórias. O meu livro teve idas e vindas na escrita. Cada vez que eu ia reler, eu já não era tão criança e tinha vontade de reescrever tudo porque parecia muito imaturo. E era isso que eu fazia: passei anos escrevendo e reescrevendo esse livro. Ainda assim, ninguém da minha idade parecia compartilhar desse interesse em contar histórias.

  Cresci estudando storytelling, escrevendo e criando meu mundo fictício e depois passei a entender aos poucos que nenhum personagem principal tinha os mesmos interesses que todo mundo. Isso me fez perceber a importância da identificação na escrita: quando você entra em um mundo que não é o seu, mas você se sente parte da história e de algo maior. Isso sempre me fascinou.

  Escrevo até hoje e meu primeiro livro está prestes a ser publicado. Demorou, mas finalmente consegui ficar satisfeita. Não pretendo parar de inventar histórias e personagens aleatórios, porque, por mais que possam me achar avoada, com a cabeça sempre na lua, foi isso que me permitiu criar todo um universo e transformá-lo em tinta no papel para quem quiser ler. Porque essa é minha melhor parte. E as pessoas não precisam entender o porquê, mas elas podem gostar dela mesmo assim.

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