Busca avançada



Criar

História

A galeria que quase morreu

História de: Fernando Costa
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 20/12/2012

Sinopse

Identificação e infância passada no bairro de Santo Amaro. Trajetória profissional, passando de atendente da tradicional Ótica Luz para proprietário de duas óticas: a Ótica Boa Vista e a Ótica Luz, local onde começou a trabalhar com 16 anos de idade. A aquisição da Ótica Luz, tradicional loja do Largo 13 de Maio. As principais transformações ocorridas na localidade, sobretudo o grande crescimento comercial da região e de seu entorno. As mudanças nas linhas de metrô e vias de acesso. As atividades de lazer na cidade de São Paulo, entre elas as visitas à Represa de Guarapiranga.

Tags

História completa

“Em 1962, com a inauguração da Galeria Borba Gato, nós tivemos pela primeira vez ali no nosso perímetro, Campo Belo, Brooklin, Santo Amaro, um conceito de galeria minishopping. Não havia outra galeria desse nível, com lojas de requinte; ela foi a pioneira. Nessa época, a Ótica Boa Vista foi para lá e agregou esse público de alemães e suíços que moravam no Alto da Boa Vista. Isso foi muito bom. O problema é que a galeria parou no tempo. Ela fazia parte de um conjunto de lojas ali pelas quais você ainda pagava um aluguel mais barato, mas, por outro lado, ela estava um pouco antiquada. Um pouco não, muito. A mesma instalação que tinha sido feita em 1962 permanecia até 1988. E Santo Amaro também já tinha expandido por todos os lados, por todas as ruas, já não se limitava mais àquele pedaço. E aí o que aconteceu? Em 1995 eu assumi a Galeria como síndico. Eu queria cuidar da parte do visual: trocar piso, pintar, mudar a fachada. E outras coisas também: precisava fazer poço artesiano e, principalmente, iniciar as reformas hidráulica e elétrica. Nós formamos, então, uma equipe, reformamos a Galeria e conseguimos deixá-la mais bonita. Ou seja, hoje ela é muito mais conceituada do que era há alguns anos. Tudo estava bem, ela parecia ter renascido, mas aí apareceu outra ameaça: começou a correr um boato a respeito de desapropriação. Cada comerciante recebeu o comunicado de desapropriação do Metrô, com a data que você teria que esvaziar, entregar o prédio. E isso aconteceu não só com a Galeria, mas também com os outros imóveis ao redor. Com os supermercados, que era a antiga Companhia Santo Amaro de Automóveis, que se transformou no Supermercado Futurama; os bancos, Caixa Econômica Federal, Santander, Banespa, todo o comércio daquele quarteirão foi atingido por aquela ameaça. E esse foi o momento de reagir. No começo houve algumas manifestações políticas, porque a galeria já deveria ter sido tombada pelo patrimônio histórico. Ela foi o primeiro shopping do bairro; minishopping. Não poderia desaparecer simplesmente. São 96 lojas mais 40 escritórios. Fora ser um símbolo, ela tem um peso para o comércio local. E aí, por Deus, nós conseguimos uma adequação no projeto; o Metrô voltou atrás na ideia de desapropriação e nós permanecemos com a loja e os outros comerciantes também. Houve apenas uma pequena mudança no projeto que comeu um pedaço da galeria, mas ele será reconstruído quando o próprio Metrô entregar o acesso da avenida pavimentado, urbanizado.”

Ver Tudo PDF do Depoimento Completo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | atendimento@museudapessoa.org
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+