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História

A flor de pêra da Vila dos Pinheiros

História de: Lika Matsumura
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 18/01/2018

Sinopse

Lika é uma pessoa doce. Se é influência do nome - em japonês, Lika significa “flor de pera” - ou pela trajetória tão precoce de luta, não importa. Lika é doce e isso basta. Nascida no norte do Paraná, a ida para Lins é motivada principalmente pela descoberta de uma lesão cerebral na então menina. A infância cercada por cuidados é lembrada com carinho até hoje e a motiva a trabalhar com afinco na Allergan, indústria farmacêutica: oferecer qualidade de vida para famílias que precisam, assim como ela já precisou, é de uma importância e responsabilidade enorme.

História completa

Geni foi uma miss muito bonita e meus pais quiseram adotar esse nome pra mim. Lika é um nome japonês que significa “flor de pêra”. Matsumura é o meu sobrenome: Matsu quer dizer “pinheiro” e Mura, “vila”. Então essa é a história do meu nome, Geni flor de pêra da Vila dos Pinheiros!

 

Meus pais são descendentes de japoneses, embora a minha mãe também tenha uma descendência italiana. Meus pais são do interior de São Paulo, indo morar no norte do Paraná, onde eu nasci, em Bela Vista do Paraíso. Vindo de família de agricultores bastante simples, meus pais estudaram só até o quarto ano do ensino primário e logo que eu e o meu irmão mais velho nascemos, nos mudamos pra São Paulo.

 

Primeiro fomos pra Lins porque eu tive que fazer um tratamento médico devido a uma falta de oxigenação durante o meu nascimento, ocasionando uma lesão cerebral que meus pais identificaram muito cedo. Em Lins tinha um pediatra que cuidava da parte de neurologia, portanto, ficamos na cidade por um ano e meio. Felizmente, a lesão foi leve, mas eu me lembro que a minha infância foi cercada de médicos, hospitais e muito cuidado dos meus pais. Em seguida, a gente foi pra São Paulo e se instalou no bairro do Butantã, onde moro até hoje.

 

Meu primeiro registro em carteira foi como datilógrafa. Uma coisa que ajudou no início da minha carreira foi uma visão dos meus pais, que não podiam nos dar muita coisa, por exemplo: eu queria estudar piano, mas não podia ter piano em casa, então logo desistimos da ideia. Mas meus pais falaram: “Não podemos te dar um piano, mas sim um curso de inglês”. E o de inglês foi o que me ajudou realmente a abrir portas mais facilmente na vida profissional. Foram contribuições que acho que sem eles saberem realmente ajudaram a trilhar a minha carreira profissional.

 

Quando eu entrei na faculdade de Letras, eu já trabalhava. Nessa mesma época, entrei na indústria farmacêutica, na Alcon, onde fiquei 12 anos. Em seguida, fui para a Allergan, também uma indústria farmacêutica, onde estou até hoje. E uma coisa legal pra contar é que quando eu me formei em Letras, uma ex-professora ficou sabendo que eu tinha me formado: “Pergunta pra Geni se ela não quer vir dar aula aqui”. Fui, como professora substituta de português e inglês, e dei aula por um ano e meio - logo que eu saí da universidade, ou seja, uma pirralha, né? Dei aula pro ensino fundamental e também pro supletivo, que foi uma experiência muito linda e muito importante! Aos 22 anos, com alunos de até 60 anos. Pensava assim: “Essas pessoas merecem todo o meu respeito. Elas trabalham o dia inteiro e ainda vêm à noite aqui pra escola só pra me ouvir”. E eram pessoas que realmente prestavam atenção. Foi uma fase bastante importante, a qual dou muito valor.

 

Quando fui convidada a contar minha história, pensei: “O que vou contar?” Refleti sobre meu início, os cuidados que tive na infância e isso me faz ter uma consciência bastante clara da importância dos nossos medicamentos, na vida das pessoas e como a gente deve respeitar os nossos pacientes. A gente realmente está levando uma alternativa pra eles, pra que seus filhos tenham uma qualidade de vida melhor. E isso me faz com que eu esteja sempre atenta na importância, no respeito que a gente precisa ter com os nossos pacientes. Acho que as histórias se cruzam.

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