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História

A educação para a valorização da vida

História de: Teresinha do Amaral Pancieri
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 14/07/2020

Sinopse

Projetos de educação. Experiências de educação não formal. Ensino de prevenção. Valorização da vida. Não violência. Comunidade na escola.

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História completa

P/1 - Bom dia.

 

R - Bom dia.

 

P/1 - Eu queria que você nos dissesse sobre os dois projetos, "A prevenção também se ensina" e "A comunidade presente". O que você tem a dizer sobre os dois projetos?

 

R - Olha, eu acho que são dois projetos que abrem espaço direto da comunidade dentro da escola. Eu acho que são projetos que estavam faltando na escola e é o veículo de participação. Eu acho que a comunidade, diante desses dois projetos, que são necessidades das pessoas que estão à volta da escola, para participar. Eles se sentem mais à vontade devido aos temas. "A comunidade presente", o pai se sente apto a participar das atividades da escola. E o "Prevenção também se ensina", até por uma questão de informação também no pai, sobre Aids, sobre saúde, que ele não tem informação até para passar para o seu filho. Então, ele se sente à vontade de participar dessas atividades.

 

P/1 - Você tem alguma experiência da sua região para contar para a gente?

 

R - Olha, na realidade, como _______ do "Comunidade presente", eu sou nova, entrei em maio, mas eu tinha, eu tenho a vivência da minha escola de origem, que é a Carmosina Monteiro Vianna. Nós fazemos parte do "Comunidade presente". E é um projeto muito interessante, os pais foram convidados a participar, eu acho que era o convite que estava faltando, como eu já falei na minha fala inicial. E os pais se sentem à vontade dentro da escola, a partir deste projeto, quando ele sabe que é um projeto, que ele não é obrigado, que ele está sendo convidado, que ele participa por livre e espontânea vontade. E eu acho que as crianças... me parece que elas ficam mais calmas com os pais, mesmo não sendo os seus. Elas se sentem mais seguras, mais confortáveis com os pais dentro da escola.

 

P/1 - Você poderia dizer para a gente o que se erra nesse projeto, algum erro que tenha?

 

R - Olha, eu, na minha experiência, eu acho que a gente fica um pouco sozinha trabalhando na escola. Quando eu estava na Carmosina tinha muita participação das monitoras, eu nem sei se é esse o nome que fala, a Renata ia muito na escola. E depois eles acharam que nós já estávamos bem capacitados, que a gente poderia caminhar sozinha, mas eu acho que falta. Eu acho que a gente precisa mais dos monitores da FDE [Fundação para o Desenvolvimento da Educação] mais presentes, fazendo mais reunião, mais encontros, até para a gente trocar experiências, o que uma escola está fazendo, o que uma diretoria está fazendo que a gente poderia estar também empreendendo. E até para ter certeza das coisas que a gente... os caminhos que a gente toma, se estão corretos. Eu acho que isso é uma necessidade que o ser humano tem. E no "Comunidade presente" e na "Prevenção" o que o jovem fala: "trocar figurinhas". 

 

P/1 - Está certo. Agora uma última pergunta: o que é valorização da vida na sua escola?

 

R - Olha, eu acho que o ser humano tem uma necessidade básica que é se agarrar à vida, diariamente e constantemente. E apesar de se falar tanto de violência, ter tantos projetos de violência, o homem sempre tem a impressão que as coisas acontecem muito longe deles. Então, esses projetos, trabalhar com essa realidade eu acho que faz com que as pessoas participem mais, se conscientizem mais, que isso pode acontecer com qualquer pessoa. Então, eu acho que o adolescente é o exemplo típico de se agarrar à vida. Eles vivem o momento muito intensamente. Por isso eu acho que eles não se preocupam em se proteger contra as doenças, tomar certas cautelas com relação à violência. Então, esses projetos em andamento dentro da escola faz com que o aluno tenha mais conscientização, tenha mais participação, tenha mais o lado científico das coisas, que acho que falta para o ser humano isso. 

 

P/1 - Está bom, Teresinha, a gente agradece demais a sua colaboração e o seu registro aí das suas experiências.

 

R - Obrigada.



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