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História

A dona do Lindô

História de: Maria Barbosa da Silva
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 17/03/2008

Sinopse

Maranhense de Timbira, Maria Barbosa da Silva contou na sua entrevista como passou a sua difícil infância trabalhando na roça e sempre com muita vontade de participar das festas populares que seu pai a proibia. Ela conta como depois de casada aprendeu tudo o que desejara na infância, e se tornou mestre de conhecimentos tradicionais das brincadeiras infantis, além de narrar belas lendas e causos maranhenses.

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História completa

Eu já tinha vinte anos de idade, aí quando apareceu esse rapaz lá, ele casou com dezessete anos, aí arrumou uma mulher com dois anos a mulher caçou outro homem, aí ficou, o povo dele disse que ele é que não prestava e ainda fizeram ele ido buscar a mulher, quando ele chegou aí acharam mulher com outro rapaz mesmo, até da casa aí ele largou. Naquele tempo homem não... a ele foi se (ajuntou) com outra menina, acho outra moça e ficou com ela e aí ainda viveu cinco anos com ela e aí com esse cinco anos, quando ele pensa que não, ela está com outro. Aí ele arrumou que tinha e foi embora e aí apareceu lá em casa. Apareceu por lá e ficou, ficou, ficou, ele apareceu em janeiro, no começo de Janeiro e aí quando foi dando o mês de, no fim de julho eu fui me agradando dele, eu fui me agradando deles até que, mas meu povo não queria que eu morasse com ele, meu pai era contra porque ele já tinha sido casado, não prestava. a minha irmã, esse irmã mais velha era contra, tudo, só não minha mãe, minha mãe ficava calada. e ficou, o namoro rolou e lá vai escondido, escondido, nunca vi coisa boa escondido (RISOS) escondido, escondido até que um dia a madrinha chegou em casa eu falei para ela que eu ia me casar com ele, eu queria. Ela disse: "você quer?" Eu digo: eu quero, meu povo nenhum quer eu não mandei ele pedir, porque nenhum quer, mas eu estou dizendo para senhora e ela disse: "está bom." Ela falou com eles aí me levou para Codó. Aí eu o padre veio desobrigar, no interior, aí nós foi para a cidade, aí deixa... Naquele tempo quando se namorava com um rapaz, com outro, com outro assim, porque só era mesmo, porque não podia nem beijar, assim, aí eu fui para Codó. Cheguei lá passei 6 dias e a gente casou e aí eu vim para casa, vim para dentro da casa de meus pais e aí quando eu cheguei, o presente que eu ganhei de meu casamento a minha irmã me deu uma dúzia de bolo em cada uma mão, de uma dúzia de bolo em cada uma mão, a Neusa, minha irmã, zangada, chorando, me bateu e eu fiquei calada, só respondi para ela assim, eu digo: Neusa, você está satisfeita de ter debatido? Ela disse: "eu estou." Mas não desmanchou o casamento, mas isso eu disse lá longe dela. Meu filho, quando passou assim uns 3 , 4 meses esse povo tirava a minha razão e dava para o meu marido, se ele falasse alguma coisa e não dizia nesse instantinho não que era para ele errada. Ave Maria, vivemos quarenta e quatro anos esse povo gostando desse homem mais do que de mim.Eu digo: Neusa, a coisa é assim: quando foi para eu casar com Ambrósio que eu não tinha direito, para com o Ambrósio, o Ambrósio é que tem direito, eu não sei quanto, vocês não gostam de mim, eu acho que não. Era assim, mas gostavam dele, graças a Deus. Mas para mim casas, menino, foi um precipício de vida para mim poder casar. Não conversava com ele, não falava com ele, ia para a festa e não dançava com ele, foi horrível, mas graças a Deus foi um amor eternamente porque eu achei um marido do jeitinho que eu queria.

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