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A curiosidade movimenta a vida

História de: Renata Silva Beu
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 27/12/2020

Sinopse

História dos pais. Irmãos. Falecimento do pai. Infância em Itanhaém. Escola. Mudança de cidade. Faculdade de Direito. Trabalho na Defensoria Pública. Busca por novos estudos, conhecimentos e desafios. Faculdade de Engenharia. Trabalho como Assistente Administrativa no Porto de Santos. Líder de Manutenção. Intercâmbios. Astrologia. Pandemia. Sonhos.

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História completa

Meu nome é Renata Silva Beu, nasci dia 23 de maio de 88, em Ribeirão Preto. Mas quando eu tinha uns três anos de idade, mais ou menos, eu me mudei para Itanhaém, Litoral Sul. Inclusive em Itanhaém que eu passei a maior parte da infância até o final da adolescência, até concluir o Ensino Fundamental e Médio em Itanhaém, então eu me considero de Itanhaém, embora eu tenha nascido em Ribeirão Preto.

 

Eu tive um professor de Matemática que [foi marcante], me acompanhou até… Da quinta série até o Ensino Médio, que… Porque assim, a primeira faculdade que eu fiz foi a Faculdade de Direito e na época, ele falou assim: “Nossa, por que você está fazendo Direito, você vai tão bem nas provas de Matemática”, “ah, não sei professor”, e ele: “Não, eu achei que você ia ser engenheira”. Eu acho que eu fiquei com aquilo na cabeça, ele falou isso pra mim e eu acho que eu tinha acabado de sair do Ensino Médio e entrar na Faculdade de Direito. Depois que eu fiz Direito eu acho que eu fiquei os cinco anos pensando na tal da Engenharia, foi quando eu fiz Engenharia. E hoje eu trabalho com Engenharia e sou apaixonada por Engenharia. Ó, se esse professor ouvir - pode falar o nome dele, né? - o Luiz Fernando ó, tá vendo? Você foi responsável por eu ser engenheira hoje.

Eu entrei em 2012 na Faculdade de Engenharia, então foi mais um ano e meio advogando e na faculdade, quando eu comecei a trabalhar no Porto, depois em 2013.

 

Foi maravilhoso [entrar no Porto], porque foi uma coisa assim… Eu não esperava que fosse acontecer, foi uma união de fatores, e até hoje estou lá, né? É um mundo que consegue suprir a minha necessidade de conhecimento, de desafio, porque é muito dinâmico.

 

Surgiu uma vaga de assistente administrativo, daí como é análise de infraestrutura e eu fazia Engenharia Civil, daí eu mandei o meu currículo e eles se interessaram justamente porque a vaga era administrativa, então tinha o Pacote Office meio que avançado, por conta do próprio Direito, mas eu também estava entrando na área de Engenharia, que é uma área de Engenharia, então… Bom, era uma função administrativa, mas eu tinha conhecimento de Engenharia, então eu acho que eles já pensaram que poderiam me aproveitar conforme eu fosse avançando o curso.

Eu não sei dizer [se já enfrentei] uma dificuldade [por ser mulher], mas eu tenho a sensação que nós temos que nos esforçar um pouco mais do que um homem… Acho que assim, um homem, talvez, na minha posição não precisasse se esforçar tanto quanto eu, eu tenho essa sensação. 

 

No setor que eu trabalho, eu fui por muito tempo a única mulher… Assim, no Terminal tem mulheres, mas no meu setor de trabalho de manutenção, acho que durante uns quatro anos eu fui a única mulher, daí hoje já temos mais uma, mas a tendência é que isso vá aumentando.

 

Eu acho que o autoconhecimento é importante, você ter conhecimento das suas potencialidades, dos seus desafios… Qual a área que você tem mais dificuldade. Você tem que saber, acho que se você não souber, você não consegue trabalhar e melhorar. Eu demorei, talvez, de ter consciência da insegurança, até tinha, mas era uma coisa… Ou deu não ser uma pessoa assertiva, às vezes eu tentava ser, mas eu não sou, então eu tenho que agir de outra forma. Eu acho que você… Não existe uma limitação, você pode fazer o que você quiser, desde que você se proponha a fazer isso e trace uma meta, trace assim: “Quero chegar em tal lugar, o que eu tenho que fazer para isso?”, é possível, você pode fazer qualquer coisa que você quer.

 

Na verdade eu nunca tinha parado para pensar nisso, foi por causa de vocês até que eu comecei a pensar nesse termo. Eu acho que hoje sim, eu me considero [empreendedora] pela questão de, talvez, não diria ser pioneira porque não, existem muitas mulheres que fizeram muito mais por mim para eu poder entrar na Faculdade de Engenharia, mas ainda é uma área que não é tão aberta, está começando, mas ainda não está tão aberta. O importante… Eu me considero na questão de ser mais um exemplo para as mulheres que estão ao meu redor, que me conhecem, principalmente as mais novas, saberem que é possível entrar no Porto na área técnica.

 

Eu acho a ética uma coisa muito importante, eu falei, eu sempre fui muito certinha, desde a Faculdade de Direito, sempre gostei das coisas corretas. Acho que a empatia também, é uma coisa que eu sempre… Onde eu estou, eu tento não pensar só em mim, “quem é que está comigo?”, desde sempre. Para você também ajudar as pessoas ao seu redor crescerem.

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