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História

A Cicatriz

História de: Artur Souza Viera
Autor: Escola Pantaleão Thomaz
Publicado em: 24/11/2018

Sinopse

Artur trabalhava muito na infância e em uma de suas atividades quando foi usar uma foice, fez um grande corte no rosto que lhe rendeu uma cicatriz. Serviu no quartel em Santana do Livramento, onde também viveu histórias interessantes.

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História completa

Seu Artur, na infância, trabalhava na lavoura com seu pai. Um dia, com oito anos de idade, ele foi ao alto da coxilha para pegar butiá com sua irmã mais velha, ao voltarem estava carregando uma foice e sua irmã pediu para ele não arrastar no chão, pois iria tirar todo o seu fio, então colocou em seu ombro e sem querer deixou a lâmina virada para rosto que acabou escorregando e fazendo um grande corte, sangrou muito, mas como naquela época era tudo muito caro ele tratou com remédios caseiros e banha de porco, ficando com uma cicatriz em seu rosto. Ele gostava de brincar de bolita, bodoque, pescar e andar a cavalo, sendo que um dia ele caiu, mas nem ligava para as quedas, pois estava acostumado. Na época da adolescência foi em um bar, e em determinado momento o dono do lugar queria fechar, mas alguns homens não queriam sair, então ele pediu se teria fogos de artifício para simularem uns tiros, assim eles saíram correndo e o senhor fechou o estabelecimento. Certa vez seu pai o deixou ir a um baile, ele tinha 16 anos, foi quando conheceu Cecilia. Naquela época teria que enfrentar o pai da moça para pedi-la em namoro, logo após o pedido contou que iria servir o exército. Com 18 anos foi prestar serviço militar em Santana do Livramento e tem boas recordações desta época. Em uma oportunidade foi levar suas roupas para lavar e o senhor quis bater nele, pois pensou que ele estava cortejando sua filha que lavava as roupas dos militares, a moça explicou que não era ele quem a estava cortejando, era outro soldado. Também no exército, em um treinamento, um sargento lhe pediu água, mas Artur não tinha, então disse ter somente pinga, o sargento se animou e aceitou. Depois que prestou serviço militar voltou para se casar, naquela época os convidados se deslocavam até a festa de caminhão, o casamento aconteceu na casa de sua noiva e o escrivão foi até a propriedade. Com Cecília teve cinco filhos, sendo que um deles era adotivo, ela era conhecida como Tia Sila, pessoa muito querida na comunidade, pois era benzedeira de crianças, anos mais tarde ela veio a falecer e em sua homenagem foi escolhido seu apelido para a nova creche do município (EMEI TIA SILA). Dois anos depois casou-se novamente com Adelaide, ela já tinha uma filha que criou como sua e mais tarde nasceu sua filha caçula, Maria. Esta é a família que vive até hoje com ele.

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