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História

A cervejaria como profissão

História de: Alberto Silva
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 07/09/2004

Sinopse

Alberto Silva conta sobre sua carreira como mestre cervejeiro.Ingressou há 29 anos na Brahma. Trabalhou de mestre cervejeiro e hoje atua no setor de projetos especiais na AmBev.


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História completa

Meu nome é Alberto José da Silva. Nasci em Florianópolis, Santa Catarina, no dia 6 de agosto de 1951. Eu moro em São Paulo desde de que nós fomos transferidos da AC do Rio de Janeiro, aqui pra São Paulo, em setembro, outubro de 1994. Trajetória profissional Hoje eu sou Gerente de Projetos Especiais dentro da Diretoria Industrial. Eu estou envolvido principalmente com os novos negócios da companhia, ou seja, aquisições no exterior e projetos internos aqui no Brasil, de forma que não são projetos rotineiros, por isso são chamados de projetos especiais. Eu trabalhei durante muito tempo com refrigerantes dentro da Diretoria Industrial, então eu sou mais conhecido como uma pessoa de refrigerante durante estes 29 anos que estou aqui na companhia. Ingresso na empresa Eu era estudante de engenharia química. Eu fiz parte do primeiro grupo de profissionais que não eram formados na Alemanha como cervejeiros. A maioria das pessoas daquela época, praticamente 100%, na época de Brahma, era formada na Alemanha. Eu não falo alemão, então eu fiz parte do primeiro grupo que foi pros EUA estudar tecnologia cervejeira.

PROFISSÃO/ TRABALHO 

Eu me considero um mestre cervejeiro. Eu trabalhei uns 5 ou 6 anos com cervejas, como cervejeiro mesmo, depois eu migrei para a área de concentrados para refrigerantes. Hoje estou na área de projetos. O mestre cervejeiro é responsável por todo o processo de tecnologia de fabricação de cervejas. Ele se prepara, faz um curso de especialização depois da faculdade e, dentro de uma planta de uma fábrica de cervejas, ele é responsável por toda a parte do processo: desde a entrada da matéria-prima até o ponto da cerveja pronta estar pronta, filtrada e preparada para o envasamento, em garrafas, latas, ou barris. A formação de cervejeiro, primeiro de engenheiro, depois como cervejeiro, é muita ampla e te dá a possibilidade de ter uma visibilidade de todo o processo produtivo. E, logicamente, muitas das coisas que se sabe de cerveja podem ser aplicadas em refrigerantes, em concentrados ou em qualquer outra atividade industrial. Em termos de companhia, eu sou um ex-Brahma, então o meu conhecimento de cerveja me ajudou muito no meu desenvolvimento posterior.

ÁREAS DA EMPRESA

Antigamente nós comprávamos concentrado pra refrigerantes de fornecedores e quando a companhia começou a mudar, por volta de 1981, ela resolveu construir uma fábrica de concentrados para refrigerantes. As pessoas chamam muitas vezes o concentrado para refrigerante de extrato ou de xarope. E eu fui escolhido para primeiro participar da montagem do projeto; depois eu me tornei o primeiro Gerente da planta. Era no Rio de Janeiro e por sinal esta atividade continua e está em Manaus. Trajetória profissional Eu trabalhei 6 ou 7 anos na AROSUCO, que é a fábrica de concentrados. Aí eu me mudei para a Diretoria Industrial, passando a ser responsável pela área de refrigerantes. Ainda no Rio de Janeiro, trabalhei durante uns três anos, aproximadamente. Depois nós mudamos com toda a AC para São Paulo. Desafios Eu tive grandes desafios na companhia. Eu tive a oportunidade de participar de toda a evolução de bebidas não alcoólicas dentro da companhia, ou seja, desde o tempo que os refrigerantes eram Brahma, depois passamos pela Pepsi, pela Antarctica, depois para o Marathon, depois pelo Gatorade, depois por água mineral e assim por diante. Então eu tive a oportunidade fazer parte de todo este processo de crescimento da área de não alcoólicos dentro da companhia. Mas o marco foi a decisão, há muito tempo atrás, de sair de uma carreira de cervejeiro estabelecida dentro de planta, para começar uma coisa totalmente nova dentro da companhia, que foi a fábrica de concentrados. Para mim foi a grande mudança que aconteceu.

CULTURA DA EMPRESA

Durante a minha carreira, eu estive sempre junto das inovações: de concentrado para refrigerantes, novos produtos, novos processos. Então a rotina nunca fez parte de minha vida. Eu nunca fiz a mesma coisa. Para mim, o ponto mais importante mesmo foi ter trabalhado em diversas áreas dentro da área de refrigerantes, de não alcoólicos. Sempre teve uma coisa nova que me motivou dentro da companhia.

PROJETO MEMÓRIA VIVA

Importância da história, importância do depoimento Eu acho que história é fundamental e logicamente uma companhia que queira olhar o futuro também tem que olhar o seu passado. Este projeto é absolutamente fundamental, primeiro para manter viva toda a história, mas principalmente por dar a oportunidade das pessoas, funcionários e profissionais, mostrarem seu valor e se sentirem cada vez mais participantes de todos os processos da empresa. Afinal, a empresa são os funcionários. Guaraná Minha equipe e eu passamos praticamente cinco ou seis anos pesquisando formas de nos igualarmos ao melhor Guaraná do Brasil, que era o Guaraná Antarctica. Nós tinhamos o Guaraná Brahma. Então nós tentamos encontrar uma fórmula que fosse idêntica à da Antarctica. E com a fusão, eu me vi dentro da Antarctica. De repente eu tinha perto de mim aquele produto que eu persegui durante tanto tempo. Isso foi uma satisfação muito grande.

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