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História

A cara do povo brasileiro

História de: Luis César do Amaral
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 17/01/2022

Sinopse

Luís trabalha como office-boy, nessa entrevista ele conta um pouco o seu cotidiano de trabalho na região da Avenida Paulista.

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História completa

P1 – Luís pra gente começar aqui eu queria que você falasse o seu nome completo, a data e o local de nascimento.

R – Meu nome é Luís César, a data de nascimento é de 1989, dia 10 de julho. Nasci aqui em São Paulo mesmo.

P1 – Legal. Luís, conta pra gente assim, qual é a sua relação aqui com a Avenida Paulista.

R – Minha relação com a Avenida Paulista é trabalho e também lazer, que eu trabalho aqui no dia-a-dia, segunda a sexta, também o finalzinho de semana venho aproveitar aqui no SESC e também outros lugares aqui da avenida.

P1 – Legal. Legal. Como é que é esse trabalho?

R – Eu trabalho de office-boy. Estou todo dia aqui nas empresas aqui, lado a lado aqui, Bela Vista, Cerqueira César, até uma parte dos Jardins pegando incluindo a Avenida Paulista aqui que eu passo todo dia aqui.

P1 – Todo dia?

R – Todo dia.

P1 – E conta pra gente Luís, teve algum caso, alguma história que você podia descrever pra gente, contar pra gente?

R – Cara, história foi um sufoco e foi um medo que eu fiquei travado bem na rua mesmo. Porque tipo, no dia mesmo eu tava, acho que foi umas duas horas da tarde, duas horas, duas e meia, na Avenida Paulista mesmo. Eu tava na Avenida Brigadeiro com a Paulista. Aí estou lá tal, atravessando a rua, consegui atravessar o primeiro farol, daí parei bem no meio ali tal, tranqüilo. Só que daí tava vindo carro tal, o carro começou a parar devagar, o taxista chegou lá tipo acelerado, bateu bem na traseira dele. O carro quase capotou, veio pra trás assim, me deu aquele susto, fiquei parado pasmo, em pânico lá, não sabia nem o que fazer. Daí quase ainda me pega por cima, tive que ficar parado sem saber o que fazer, desculpa, mas depois disso aí ficou tudo tranquilo. Passou o susto tal, os carros foram pra um lado lá e me deixaram tranqüilo. Daí eu voltei a trabalhar seguindo rumo ao serviço.

P1 – Oh Luís, conta um pouquinho assim, como é que é essa profissão aqui, cara? Você trabalha como office-boy, né?

R – Isso.

P1 – A entrega tal, né? Como é que é trabalhar aqui? É perigoso aqui na Paulista? Como é que é?

R – Ah vou falar pra você é um pouco perigoso porque é muito movimentado tal. O policiamento aqui como vocês podem ver aqui tem uma cabine lá daquele “atrasão” tem um policial pra estar olhando nós aqui, mas tipo assim, eu falo os carros também. Mas fora isso não é muito perigoso não, só algum chão que é escorregadio aí, que tem o perigo de escorregar e se machucar, já aconteceu comigo já muitas vezes e as ruas que alagam aqui, que precisam de um pouco de reforma aqui também. Aí isso aí é queria estar aproveitando essa oportunidade pra poder dizer isso, que isso atrapalha muito na vida do povo.

P1 – Pra fechar, essa questão do lazer, você falou que vem aqui por causa do SESC e outras coisas. O que você faz mais aqui na Avenida Paulista?

R – Avenida Paulista, fora um pouco dela, aqui na Vergueiro eu vou no Centro Cultural que é um bom lugar que tem ótima biblioteca, cursos, conforme aqui no SESC também, cursos, teatro... Também tem uns barzinhos legais aqui na Alameda Santos, que é bom assim pra chamar uma galera pra tomar um chope e tal, e curtir a vida. A Avenida Paulista aqui também tem outros bares legais também, seguindo mais pra frente aqui um pouco do SESC, que é bom pra tirar um lazer, curtir, ouvir uma boa música, bailar um pouco... Excelente pra isso.

P1 – Pra fechar, o que você mais gosta aqui na Avenida Paulista?

R – O que eu mais gosto? De ver a cara do povão brasileiro. Todo dia trabalhando aqui na correria. Isso é o que me deixa mais feliz.

P1 – Tá certo. Obrigado.

R – De nada viu. Obrigado a vocês aí pela oportunidade e um abraço pra todo mundo aí. Falou.

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