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História

A Avenida dos banqueiros

História de: Tarcísio Lage
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 18/01/2022

Sinopse

Tarcísio nasceu em Minas Gerais, porém viveu parte de sua vida em São Paulo. Trabalhou durante alguns anos como jornalista da TV Paulista, porém a ditadura militar o fez se mudar para Holanda.

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História completa

P/1 – Senhor Tarcísio, por favor, diga o seu nome completo, local e data de nascimento.

 

R – Tarcísio Lage, eu nasci em 30 de julho de 1941.

 

P/1 – Onde? Que o senhor nasceu?

 

R – Em Abaeté, Minas Gerais.

 

P/1 – Faz tempo que o senhor mora em São Paulo?

 

R – Olha, eu, atualmente, não moro em São Paulo. Eu moro aqui e moro também fora do Brasil, eu moro na Holanda, mas todo o ano eu venho aqui.

 

P/1 – Qual que é a relação do senhor com a Avenida Paulista?

 

R – Com a Avenida Paulista, bom a minha relação com a Avenida Paulista é que eu vivi aqui até 1969, foi o ano que eu saí. Em 1969 eu trabalhava numa televisão, que era a TV Paulista, e vinha muito à Avenida Paulista. Vinha à Avenida Paulista, afinal de contas, é a Avenida dos bancos, até que surgiram outros lugares aí que fazem concorrência, mas claro que eu sempre comparei a Avenida Paulista com a Avenida São João. A Avenida São João era, é ainda, sempre foi a Avenida dos boêmios, e aqui é a Avenida dos banqueiros.

 

P/1 – Quando o senhor percorre a Paulista, tem algum local, assim, em particular que o senhor gosta mais?

 

R – Olha, aqui, por exemplo, o Conjunto Nacional sempre foi uma referência, aquele desespero na época que eu morei aqui, pela primeira vez... primeira vez que eu morei aqui, até 1969. Depois eu morei novamente, que eu voltei do exterior, vivi aqui nos anos 1980, durante dois anos, até que eu voltei para Holanda. Minha história é um pouco... 1969 talvez você não saiba por que eu saí, eu tive que sair, para me livrar da Ditadura, então, bom... a Paulista sempre, a relação que eu sempre tive com a Paulista foi de um lugar onde sempre houve muitas notícias. Eu como Jornalista, a Paulista era sempre um ponto de referência.

 

P/1 – Tem alguma história que o senhor gostaria de deixar registrada, sobre a Paulista?

 

R – Eu, particularmente, da Paulista... Há uma história, que uma vez, eu tinha um carro, uma Brasília velha, e nesse viaduto que tem aqui, ela acabou a gasolina lá dentro do túnel, e eu tive que sair correndo pela Paulista, a procura de um taxi para trazer... foi um sufoco danado, mas acabei conseguindo.

 

P/1 – Tem, assim, alguma imagem, que te lembra a Paulista, se o senhor pudesse falar de uma imagem que representa...

 

R – Bom, a imagem que eu tenho da Paulista, as melhores, são das manifestações que tiveram aqui, durante a época da Ditadura, pouco antes do Ato Institucional Número Cinco, que foi um golpe dentro do golpe. Eu sempre gostei das manifestações, até as dos gays eu acho legal.

 

P/1 – A Paulista ela tem...

 

R – Tem pra mim um sabor especial nesse sentido.

 

P/1 – Então é isso, muito obrigada.

 

R – De nada.

 

(FINAL)

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