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" Um amor á próxima-longa distância."

História de: Geraldo
Autor: Júlia
Publicado em: 26/11/2020

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Meu pai em 1993, um pouco antes de se casar com a minha mãe, saiu de seu emprego como segurança na empresa 51 e foi fazer um curso de Agente em São Paulo com duração de 1 mês. Então para lá ele foi, junto com alguns colegas conhecidos aqui de Pirassununga, minha mãe ficando aqui, apreensiva, pois não veria seu futuro marido nesse mês e seria difícil manter contato por lá.

Ele obviamente, apesar de tudo estava empolgado, gosta demais desse tipo de trabalho e o que o esperava eram cursos de bombeiro, polícia, tiro, dirigir carros em alta velocidade enquanto corria atras de um "suspeito", enfim, meu pai estava na praia dele. Porém eles ficavam todos confinados e não poderiam manter contato lá fora. Então durante algumas de suas aulas teóricas, meu pai aproveitava para escrever cartas para minha mãe e depois dava um jeito de enviá-las para cá. Em uma dessas cartas ele dizia:

"Oi amor tudo bem aí? Estou escrevendo para dizer que estou bem, mas com saudade de você e da minha família. Aqui no curso eu estou indo bem, se Deus quiser eu voltarei para Pirassununga com o emprego garantido. Aqui não é fácil como todos dizem, a gente tem que ter uma disciplina muito grande e paciência, eles fazem de tudo para te abalar emocionalmente para te testar. Não fique preocupada, estou bem e tranquilo. Fale isso pra mãe. Estarei de volta mais o menos pro dia 10 á 15 de novembro, talvez pode haver um adiantamento nas aulas ate posso ir antes. Já tivemos aulas práticas de tiro, já deu uns 50 tiros com revólver 38. Já passamos na casa da fumaça, é terrível, muito ruim. Já tivemos a instrução de incêndio, de tudo, defesa pessoal e várias aulas teórica. O alojamento é bom, a comida é boa, pois avise o pessoal ai não ficar preocupado. Pode ligar a vontade á noite que é fácil, muitos familiares do pessoal aqui ligam. -Termino por aqui ta tarde. Estou bem. Ti amo. Um beijo, saudades. José Geraldo Scatolini 29/10/1993 (acredite, escrevi esta carta na hora da aula de tiro)."

Quando minha mãe telefonava pelo telefone, ela não podia fazer muitas perguntas sobre lá que comprometessem, e tinha que medir suas palavras, pois os telefones tinham escutas e qualquer coisa que eles falassem de errado, meu pai poderia ser desligado, então ela conversava mais sobre a vida aqui na cidade e a família. Depois desse um mês de curso, meu pai foi um dos selecionados, conseguiu um emprego e voltou para Pirassununga. Mais tarde, ele começara a trabalhar como agente particular.

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